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Na tarde da última terça-feira, 11 de março, um tremor de terra de magnitude 2.0 mR foi localizado no município de São Gonçalo, no Rio de Janeiro. O evento ocorreu às 13h07 (horário de Brasília) e foi registrado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI). Até o momento, não há relatos de que a população tenha sentido o sismo.
O abalo sísmico foi analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), que também faz parte da RSBR.
Conforme explica o pesquisador do Observatório Nacional e coordenador da RSBR, Dr. Sergio Fontes, tremores de terra de baixa magnitude são fenômenos relativamente comuns no Brasil e, em geral, ocorrem devido a liberação de esforços acumulados na crosta terrestre. Devido a baixa magnitude, é pouco provável que este sismo tenha sido sentido pela população. Mas os equipamentos, por terem grande sensibilidade, conseguem registrar o tremor.
É importante destacar que a maior parte dos terremotos do RJ ocorre no mar, na plataforma continental, uma região de atividade sísmica considerável, onde são observados eventos com magnitudes entre 2 e 4. No continente, os eventos tendem a ser menos frequentes, e costumam apresentar magnitudes menores, que variam entre 1 e 3.
A Rede Sismográfica Brasileira, coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) e apoiada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), é responsável pelo monitoramento da sismicidade no país. Com quase 100 estações sismográficas distribuídas pelo território nacional, a rede fornece dados essenciais para a compreensão da atividade sísmica e da estrutura interna da Terra. As estações são operadas pelo Centro de Sismologia da USP, pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis/UnB), pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) e pelo próprio Observatório Nacional (ON).
O ON/MCTI está realizando manutenção nas estações sismográficas da RSBR sob sua responsabilidade, garantindo a continuidade e aprimoramento do monitoramento da sismicidade no Brasil. Como parte dessa iniciativa, as estações estão recebendo equipamentos de transmissão via satélite em substituição à tecnologia 3G, permitindo uma conexão mais rápida e estável para o envio de dados.
Até o momento, cinco estações localizadas no estado do Rio de Janeiro já foram visitadas e receberam a nova tecnologia. A previsão é que, nos próximos meses, todas as 20 estações da RSBR sob responsabilidade do ON sejam atualizadas com esse sistema de transmissão via satélite.
Ter estações transmitindo em tempo real é de suma importância para o monitoramento da sismicidade, a exemplo do terremoto de São Gonçalo, que foi localizado usando dados registrados pelas estações do RJ. Com a implantação da nova tecnologia, as estações poderão enviar os dados registrados em tempo real, possibilitando uma análise mais ágil e precisa pelos sismólogos do ON e das instituições que integram a RSBR.