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Em sua fala, Edson Kayapó abordou os desafios e potencialidades da interculturalidade no ensino superior, trazendo reflexões fundamentais sobre o papel das universidades na valorização dos saberes indígenas.
Sua participação reforçou a necessidade de repensar modelos educacionais que ainda operam sob lógicas monoculturais, promovendo a inclusão real de epistemologias originárias nos currículos acadêmicos.
Esses elementos, entre outros, permeiam os processos de ensino e aprendizagem, reforçam certos afetos (enquanto evitam outros) e se baseiam em um único modo de ser/fazer, consolidado por meio de um método de investigação que, entre outras coisas, hierarquiza pessoas, categorizando algumas delas como objetos.
Esse processo gera violência epistêmica e sofrimento psíquico, o que continua sendo uma razão para a evasão estudantil, apoiando processos de epistemicídios vinculados às colonialidades do ser, saber e poder.
Simultaneamente e de forma intencional, uma vasta pluralidade de conhecimentos e práticas, bem como uma rica e complexa variedade de modos de existência, são desconsiderados, invisibilizados ou folclorizados em espaços institucionais, aparecendo ocasionalmente de maneira estereotipada e periférica.
Assim, ao privilegiar uma única matriz epistemológica eurocentrada, as instituições mantêm o status quo social, garantindo a reprodução de relações de poder históricas, baseadas em uma falsa noção hierárquica que sustenta um modelo societário violento e desigual. Ao mesmo tempo, empobrece, limita e reduz os processos de produção de conhecimento que poderiam (e podem) ser inovadores e essenciais para o país, em vez de serem apenas uma "imitação desconectada" de outros contextos.
Desejamos pensar a possibilidade de uma abordagem intercultural nas universidades, em que a sistematização e valorização dos conhecimentos ancestrais sejam viáveis. Por meio da articulação de saberes, é possível promover a produção inovadora de conhecimentos interculturais, pautados em múltiplas matrizes epistemológicas, que dão sustentação a novas bases epistêmicas para se pensar o ensino, pesquisa, extensão, instituições educativas, outras formas de governança, democracia e sustentabilidade.
Esses elementos, entre outros, permeiam os processos de ensino e aprendizagem, reforçam certos afetos (enquanto evitam outros) e se baseiam em um único modo de ser/fazer, consolidado por meio de um método de investigação que, entre outras coisas, hierarquiza pessoas, categorizando algumas delas como objetos.
Acompanhe na Revista Pihhy essa e outras reflexões essenciais para o fortalecimento da educação intercultural e da luta dos povos indígenas!