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O autoteste, assim como os demais testes rápidos ofertados no SUS, devem ser realizados após o período de janela imunológica. Clique aqui para saber mais sobre janela imunológica.
Além disso, se a relação de risco ocorreu em até 72 horas (3 dias), você deve procurar uma unidade de saúde, relatar a situação e verificar se é indicado fazer uma profilaxia pós exposição (PEP) ao HIV. Clique aqui para obter mais informações sobre PEP.
Os autotestes possuem desempenho semelhante aos demais testes rápidos realizados no SUS. No entanto, resultados indeterminados ou inconclusivos, falso-reagentes ou falso-não reagentes, podem ser obtidos com a utilização de qualquer teste ou metodologia.
É importante que as condições de armazenamento e realização do teste obedeçam às instruções descritas pelo fabricante.
Não é recomendada a realização do autoteste por pessoas conhecidamente soropositivas que estejam recebendo ou que tenham recebido terapia antirretroviral, pois podem ocorrer resultados falso-não reagentes.
Não. Um kit de autoteste de HIV só pode ser usado uma vez, por um único indivíduo. Não é possível reutilizá-lo. Após utilização, descarte o autoteste conforme as recomendações do fabricante.
Não. O autoteste de HIV detecta apenas o anticorpo contra o HIV. O autoteste de HIV não pode rastrear outras IST, como herpes, sífilis, clamídia, gonorreia ou hepatites virais.
Uma exposição de risco pode levar a várias infecções diferentes; nesse caso, fazer apenas o autoteste de HIV pode ser insuficiente. Portanto, é importante a realização de outros testes para detectar as demais IST. O SUS oferece gratuitamente a testagem e tratamento para outras IST e hepatites virais, além dos demais componentes da prevenção combinada. Procure um serviço de saúde.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define o autoteste como um processo no qual uma pessoa coleta sua própria amostra (fluido oral ou sangue) e, em seguida, realiza um teste e interpreta o resultado, sozinho ou com alguém em quem confia.
Todos os indivíduos com um resultado reagente no autoteste devem realizar testes adicionais com um profissional capacitado, utilizando um fluxograma de diagnóstico completo e validado.
O autoteste deve resultar de uma escolha livre e autônoma da pessoa em questão. É importante lembrar que ninguém deve ser forçado a realizar um autoteste.
O autoteste representa mais um passo frente aos esforços para aumentar a autonomia do indivíduo, descentralizar os serviços e criar uma demanda de testes de HIV entre as pessoas não alcançadas pelos serviços ou que precisam ser testadas com mais frequência devido à exposição contínua ao risco.
Os resultados isolados do autoteste não podem ser utilizados para o diagnóstico definitivo. Se o resultado do autoteste for reagente (positivo), procure um serviço de saúde para realizar testes complementares, conforme preconizado pela Portaria nº 29, de 17 de dezembro de 2013, que aprova o Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV.
O autoteste de HIV, assim como os demais testes rápidos ofertados pelo SUS, detecta os anticorpos produzidos pelo corpo humano em resposta a infecção pelo HIV e não o vírus que causa o HIV. O período entre a infecção pelo HIV e a detecção desses anticorpos é denominado janela imunológica. Durante o período da janela imunológica os testes poderão apresentar resultados não reagentes (negativos), mesmo que a pessoa esteja infectada, portanto, atente-se a este período. Clique aqui para mais informações acerca da janela imunológica.
Os anticorpos podem estar presentes tanto no sangue, quanto no fluido oral. Dessa forma, existem autotestes que utilizam como amostra o sangue e outros que utilizam como amostra o fluido oral.
Ser testado é a única maneira de saber se você foi infectado com o HIV. Quando mais cedo tiver início o tratamento, maior será a expectativa de vida e menor o risco de transmissão.
O SUS fornece acompanhamento e tratamento gratuitos para o HIV. Mais informações aqui.
O teste pode ser realizado a qualquer momento, em um local de escolha do usuário. Para facilitar sua leitura e sua realização, é importante que o local seja iluminado. Não é necessário estar em jejum para realizar o autoteste.
É importante que o kit seja mantido e o teste realizado nas condições indicadas pelo fabricante. Durante a reação do teste, uma linha colorida de controle deve aparecer. Se a linha controle não aparecer, o teste deve ser descartado e um novo teste deve ser realizado.
É importante respeitar rigorosamente o tempo mínimo e máximo de leitura do resultado indicada na bula. O resultado não deve ser interpretado nem antes e nem depois desse período.
A bula contém todas as informações necessárias para a realização do autoteste e também contém orientações sobre o que fazer após a realização do autoteste. Em caso de dúvidas ou dificuldades, entre em contato com o número gratuito de suporte do fornecedor, apresentado na embalagem do produto, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.
O autoteste deve ser descartado conforme as recomendações do fabricante. Leia as instruções na bula para descarte.
A RDC n° 52, de 27 de novembro de 2015, da Anvisa, dispõe sobre as regras para o registro de produtos para diagnóstico in vitro como autoteste para o HIV – Vírus da Imunodeficiência Humana – para fins de triagem e dá outras providências.
Além disso:
O fabricante/distribuidor deve fornecer um canal de comunicação telefônico de suporte ao usuário, sem custo, disponível 24 (vinte e quatro) horas por dia, durante 7 (sete) dias por semana, com acesso direto a pessoal capacitado para atender, orientar e encaminhar as demandas do interessado sobre o uso do produto, interpretação dos resultados e como proceder após sua obtenção.
A embalagem do produto deve indicar o serviço de atendimento da empresa, assim como o serviço Disque Saúde do Ministério da Saúde.
Um teste não reagente (negativo) significa que o seu corpo não possui anticorpos contra o HIV no momento da testagem. Na ausência de comportamento de risco ou de exposição acidental no período de janela imunológica, não há necessidade de realização de um novo teste. Caso persista a suspeita de infecção pelo HIV, um novo teste deverá ser realizado em 30 dias.
Um teste não reagente (negativo) não significa que a parceria da pessoa testada não está infectada pelo HIV.
Os resultados isolados do autoteste não podem ser utilizados para o diagnóstico definitivo. Se o seu teste deu positivo, procure uma unidade de saúde para realização de testes complementares e, caso pertinente, para o início do tratamento.
Os autotestes de HIV podem ser adquiridos em farmácias e drogarias físicas e on-line. O autoteste também é distribuído gratuitamente no SUS. Clique aqui para consultar alguns dos locais de distribuição.
Não, o beijo não transmite o HIV.
O autoteste detecta os anticorpos produzidos em resposta a infecção pelo HIV e não o vírus diretamente. A amostra de fluido oral utilizada no teste contém anticorpos, mas não contém o vírus, portanto o fluido oral não é infectante.
Não leia o resultado antes ou após o tempo indicado pelo fabricante conforme orientações da bula. A leitura antes ou após o tempo determinado em bula pode indicar um resultado incorreto.
A legislação brasileira considera adolescente a partir dos 12 anos de idade, conforme estabelecido no Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8.069/1090. Para essa faixa etária o autoteste deverá seguir a recomendação já estabelecida pela oferta dos testes rápidos e estar vinculada à orientação pelos profissionais de saúde, com abordagem protegida sobre a instrução dos possíveis resultados.
Os profissionais de saúde ainda deverão se atentar para a capacidade de discernimento dos e das adolescentes para que o acolhimento se dê de forma segura, e informar que o autoteste é um exame de rastreio e assim, a importância da vinculação aos serviços para a realização dos exames diagnósticos, conforme preconizados para os demais testes rápidos.
A entrega não deve ser realizada para menores de 12 anos.
Testes rápidos são aqueles cuja execução, leitura e interpretação dos resultados são feitas em, no máximo, 30 minutos. Além disso, são de fácil execução e não necessitam de estrutura laboratorial. Uma opção de amostra para esses testes é o fluido oral. Fluido oral é um liquido incolor e viscoso formado da combinação da saliva, dos líquidos (transudatos) da cavidade oral, da mucosa oral e fluido crevicular gengival (complexa mistura de substâncias derivadas de soro sanguíneo, leucócitos, células estruturais do periodonto e microrganismos bucais). Portanto, o fluido oral contém outros componentes além da saliva.